Manisfesto sobre o Escola sem Partidos

Desde as eleições de 2002, a sociedade brasileira está passando por um processo de profunda transformação. As políticas adotadas pelo governo petista ‐ independente de sua real eficácia ‐ fizeram com que nos entendêssemos como sujeitos portadores de direitos. Cidadania deixou de ser estar a mercê de programas assistencialistas para termos direitos ‐ à moradia, à renda mínima, à políticas afirmativas, direito de acesso ao ensino superior ‐ consolidados. De lá pra cá, entendemos que os projetos assistencialistas tinham baixo impacto coletivo e eram mais eficientes em suavizar as contradições sociais do que em revertê‐las.

Contraditoriamente, um dos gatilhos das andarilhagens de julho de 2013 foi a incompetência do governo petista em garantir o real acesso aos direitos. Dos vários clamores das ruas, mesmo os mais clichês, bradávamos que o governo de Dilma Roussef não conseguia garantir direitos básicos, como transporte e educação de qualidade que havia prometido. Enfim, julho de 2013 mostrou que a sociedade brasileira ‐ mesmo de maneira confusa e desorganizada ‐ não se contenta mais com ações de efetividade duvidosa.

A transformação na nossa sociedade está gerando um processo de ruptura dos sujeitos portadores de direitos com aqueles que se consolidaram por privilégios e por constantes obstruções ao acesso a direitos e que se constituíram na nossa elite econômica e política. Essa oposição está gerando conflitos nos mais diversos palcos e arenas: na imprensa, nas eleições, no golpe, nas manifestações de rua e, agora, nas escolas.

As propostas de Redação e os novos tempos

As últimas duas propostas de redação, tanto do Enem como da Fuvest exigiram dos estudantes mais do que conhecimento dos fatos, exigiram deles um conhecimento do espírito de sua época. Entender e interpretar fatos já não é o suficiente, é preciso ter uma consciência transitiva critica de seu tempo.

#somostodosprofessores

"vandalismo" é um termo que faz referência ao povo vândalo, um dos povos bárbaros que invadiram e atacaram o império romano. Na wikipedia, está escrito ainda que o pintor Gustave Courbet definiu como vandalismo a destruição de monumentos que simbolizam "guerra e conquista".

Professor, posso usar o Facebook em sala de aula?



Desde a sua aurora, o uso dos computadores e das redes sociais colocaram os professores diante de paradigmas. Para uns, as redes sociais, a facilidade de acesso às informações promovida pela internet, decretaram a morte do professor, reduzindo seu papel à mero intermediário entre o aluno e o objeto cognicível. Para outros, se não a morte, as redes sociais e a internet foram uma navalhada no rosto do professor, ameaçando-o e desconfigurando-o, pois a concorrência contra a sedução dos estímulos constantes  do recursos virtuais contra quem dispõe apenas de giz, lousa e apostila é desleal. Há, ainda, os que previam que os recursos tecnológicos resignificariam as relações humanas e, como uma onda, revolucionariam a sala de aula.

Na verdade, o caminho da esquerda

Essa é uma reprodução de uma cartilha didática do final da década de 40, a Meninice. Além da qualidade discutível dos textos, a cartilha dizia: "o caminho da direita é o melhor".